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15.6.09

Amei-te em Copacabana


Acabei-o nas férias.
Gostei.
A leitura é leve.
Nada de grandes teorias, psicologias e outras ias.
Um romance de Francisco Salgueiro (Oficina do Livro).

6.4.09

Miau Miau

Este poema foi escrito pelo meu avô Zé, que adora escrever, para além de ler!
Para que o poema faça algum sentido e nexo, é necessário que eu explique a história por detrás desta poesia.
A minha fonte fidedigna é a minha tia Lu que me contou o enredo desta história, então aqui vai:
O meu avô Zé sempre foi um grande "praticador" de partidas! Na Luz de Tavira andava sempre tudo em alvoroço com o Zé Cabeçudo, pois ele não a deixava por bendita e pregava sempre grandes partidas aos amigos, mas daquelas mesmo do piorio! Tipo roubar uma galinha, combinar uma patuscada com os amigos e convidar o dono da galinha e no fim este descobrir que aquele belo manjar que acabara de degustar tinha sido a sua própria galinha!
Mas não vamos perder o fio à meada e retomemos à história da poesia.
Na Luz de Tavira, há já tempos muito idos, o senhor Cantigas organizou uma grande petiscada de lebre e convidou os amigos. Acontece que no dia do pitéu compareceram os amigos convidados, os intrusos, os vizinhos e mais alguns!
Havia mais gente que comida e começa então a circular que o que comiam era gato e não lebre!
Foi um alvoroço! Um ai Jesus!
A sua veia de folião, do meu avô, falou mais alto e então de cada vez que o Senhor Cantigas passava à sua porta o meu avô sibilava "Miau, miau". E assim nasce este poema:

Miau Miau
Dizem p'ra aí que na Luz,
Houve um petisco de truz,
Em que lambuçaram tudo
Dum excelente serviço,
Onde entrou gato e ouriço
E também o Cabeçudo.
Lá p'rás bandas da estação
O caso fez sensação,
Houve quem sentisse febre
E andasse numa agonia,
Toda a noite e todo o dia
Por comer gato por lebre.
Houve quem comesse o gato
E ainda lambesse o prato
Sem saber da esparrela,
Mas depois, ai que arrelia!
Houve vómitos e azia
Ao pensar em tal mistela.
Dessa bela patuscada
Recordam a caldeirada
Levadinha, duma figa;
Depois é que foram elas
Os azedumes de goelas
E os miados na barriga...
Na opnião de um conviva,
O gato andava à deriva
Por falta de bacalhau
E até parece anedota,
Mas na Luz, nem por chacota,
Se pode dizer Miau.
Agora ninguém se atreve
A falar nem ao de leve
No tal pitéu lusitano,
Por causa do resfetêlo
Dizem que cai o cabelo
Ao comilões do bichano...


(in a Gazetilha, por Zé da Rua)

11.2.09

Portugês Exacto


Dúvidas no portugês?
Quais as mudanças introduzidas no novo acordo ortográfico??
A Porto Editora lançou um site para o esclarecimento de todas as dúvidas relacionadas com a língua portuguesa!
Acede ao site www.portuguesexacto.pt e esclarece-as!!!

27.12.08

Equador


Estreou no passado domingo a série Equador, uma adaptação do livro de Miguel Sousa Tavares (que tem também uma curta participação nesta série).
Participam na série muitos actores de renome, tais como, Alexandre Lencastre, Lídia Franco, Vitor de Sousa, Nicolau Breyner, Maria João Bastos, entre muitos outros.

Tenho especial curiosidade e entusiasmo por esta série, uma vez que já li o livro, e quero ver se o realizador consegue retratar e recriar a história de Luís Valença.


Quanto a mim, a série passou no primeiro teste!


23.12.08

Era uma vez...

"ERA UMA VEZ... 4 funcionários chamados Toda-a-Gente, Alguém, Qualquer-Um e Ninguém. Havia um trabalho importante para fazer e Toda-a-Gente tinha a certeza que Alguém o faria. Qualquer-Um podia fazê-lo, mas Ninguém o fez. Alguém se zangou porque era um trabalho para Toda-a-Gente. Toda-a-Gente pensou que Qualquer-Um podia tê-lo feito, mas Ninguém constatou que Toda-a-Gente não o faria. No fim, Toda-a-Gente culpou Alguém, quando Ninguém fez o que Qualquer-Um poderia ter feito. Foi assim que apareceu o Deixa-Andar, um 5º funcionário para evitar todos estes problemas."

10.11.08

Massacres em África

Acabei ontem de ler este livro de Felícia Cabrita.
Relata a história não oficial de África. O seu relato inicia-se na década de 50 com os massacres de Batepá (São Tomé). Relata a chacina da UPA em 1961 sobre os colonos portugueses. Passa pela luta na Guiné, descobre os sobreviventes do massacre de Wiriyamu que ceifou a vida de centenas de moçambicanos. O livro termina com o conflito colonial e o regresso dos portugueses à metrópole, mas a guerra civil continua a fazer vítimas, sendo uma delas Sita Valles (militante do PCP assinada em 1977 na prisão de Luanda) e Eduardo (portugês, com 14 anos, assinado pela UNITA em 2001).

Jornalista de profissão (semanário SOL), passou pelo Expresso, revista a Grande reportagem e pela estação de televisão SIC.

É um livro chocante, frio, cruel e aterrador. Ler os relatos dos sobreviventes e conhecer as suas histórias, ler as atrocidades e os crimes contra a humanidade que foram cometidos naquele pedaço de terra chamado África aterrorizam qualquer mortal.

É, para mim, uma leitura quase obrigatória, pois para quem desconhece, tal como eu, a história de África ficará a conhecer uns colonos que tudo fizeram menos colonizar, e a revolta de um povo que era escravo na sua própria "casa".

É violento mas uma história que me tocou e emocionou pois nunca julguei, ou nunca quis acreditar, que o ser humano fosse capaz de tais atrocidades.


Cuidado com a língua

Vi hoje na RTP1 um programa muito interessante sobre a língua portuguesa.
Acho que estreou hoje e é acerca da nossa língua: a língua portuguesa!
Trata de tudo, desde erros que se cometem ao falarmos até à maneira como escrevemos.
Considero que seja do interesse de todos nós assistirmos a este programa.
É às segundas feiras das 21.18 às 21.28 horas.
São só dez minutos, não custa nada ;)